terça-feira, 23 de março de 2010

Seminário na Câmara Municipal de São Paulo sobre o Transporte com destaque para o Tema "MONOTRILHO X METRÔ"

Nesta segunda feira dia 22/03/2010 na Câmara Municipal de São Paulo aconteceu o Seminário de Transporte com um dos temas Monotrilho x Metrô.
O Seminário contou com a participação de cerca de 400 pessoas, mais sem a presença dos representantes das Secretarias de Transportes da Prefeitura de São Paulo e sem representantes do Governo do Estado de São Paulo, o debate deu lugar a diversas críticas sobre a má qualidade oferecida sobre os serviços prestados à população de São Paulo.
Falta de investimentos ao longo dos anos para implantação de transporte de massa como o metrô, e falta de planejamento entre os governos estaduais e municipais, foram os principais assuntos abordados por parlamentares e especialistas do setor.
Sem os técnicos dos governos e do próprio metrô para defender o monotrilho, sobraram argumentos desfavoráveis a esse sistema.
No começo do ano passado, a Prefeitura e o Governo do Estado anunciaram mudanças no plano de expansão do metrô a partir da Estação Vila Prudente para atender aos bairros da periferia da zona leste como Sapopemba, São Mateus e Cidade Tiradentes.
O traçado do metrô será desviado em direção à Água Rasa, evoluindo de forma subterrânea pelo Jardim Anália Franco até chegar à Penha.
Já em direção à Estação Oratório, no Parque São Lucas, o sistema que será adotado é o monotrilho.
Com a promessa de chegar até Cidade Tiradentes, esse projeto abandona o corredor exclusivo de ônibus, batizado de Expresso Tiradentes, e sepulta de vez a expansão do metrô para essa região.
Realizado pelas lideranças do PT e do PCdoB, com apoio de múltiplas entidades, o seminário teve duas partes.
A primeira mesa foi coordenada pelo vereador João Antonio do PT.
“O vereador João Antonio do PT lembrou que São Paulo tem uma dependência estrutural de um melhor sistema de transporte público, já que faltaram investimentos ao longo dos anos”, “Enquanto a Cidade do México que começou a construir sua rede metroviária na mesma época do que São Paulo concluiu 260 km, nossa cidade tem menos de 70 km”.
Ao encerrar a primeira mesa de debate, o vereador Jamil Murad, ressaltou ao publico a necessidade da influência popular nas decisões sobre o transporte público. “Não existe compromisso em resolver essa questão”, disse. “Basta verificar que o governo do Estado está gastando R$ 1 bilhão e 300 milhões com as novas pistas nas marginais, cortaram 800 árvores e essa obra não vai resolver a fluidez”.
Os vereadores Senival Moura (PT), Juliana Cardoso (PT), Juscelino Gadelha (PSDB) e Jamil Murad também participaram da primeira parte do seminário.
Monotrilho
A segunda mesa, presidida pelo vereador Jamil Murad (PcdoB), teve como assunto principal o monotrilho.
Os governos estadual e municipal decidiram a utilização deste tipo de transporte em detrimento ao metrô no trecho Vila Prudente/ Cidade Tiradentes.
Este é um tipo de metrô leve, que utiliza pneus em vez de rodas de ferro e trafega sobre um único trilho metálico ou de concreto.
Marcos Kyioto, mestrando em planejamento de transporte público da Faculdade de Arquitetura da USP, apresentou um estudo comparativo entre os dois meios de locomoção. “Falta uma apresentação oficial por parte das autoridades de como será exatamente o projeto a ser implementado no trecho Vila Prudente/ Cidade Tiradentes.
Fiz a comparação com base nos monotrilhos já existentes no mundo”, explicou Kiyoto.
De acordo com a exposição de Kyioto, o monotrilho tem a capacidade de transportar de 4 mil a 25 mil pessoas por hora em um sentido.
Já no metrô essa capacidade é de 20 mil a 60 mil pessoas.
No caso dos custos, o quilômetro do monotrilho fica entre R$ 70 milhões a R$ 130 milhões; no metrô, esse custo pode chegar a R$ 380 milhões por quilômetro.
Após expor os dados, Kyioto concluiu que o transporte leve sobre trilhos é realmente mais barato, mas não é o modelo adequado para alta demanda presente na região. “Devido a essa alta demanda, ele terá que trabalhar em capacidade máxima, o que gera um custo de operação muito alto”, concluiu ele.
O projeto do monotrilho da Vila Prudente/Cidade Tiradentes prossegue a fase de licitação depois que Tribunal de Contas do Estado (TCE) liberou o andamento do processo.
Também participaram da segunda mesa, o deputado estadual Adriano Diogo (PT); o deputado federal Carlos Zarattini ( PT); Wagner Fajardo, representando a União Internacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Transporte; os vereadores Eliseu Gabriel ( PSB) e Senival Moura.
O seminário é realizado com o apoio do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sindicato dos Condutores de São Paulo, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/SP), Associação dos Mutuários, Moradores e Agregados em Conjuntos Habitacionais do Estado de São Paulo (AMASP), Associação dos Trabalhadores da Região de Itaquera e Adjacências (ATRIA), Associação Unificadora de Loteamentos, Favelas e Assentamentos de São Paulo, Movimento Ambiental Cultural Ecológico (MACE) e Comissão Permanente de Transporte da Cidade Tiradentes.
Fonte site da câmara Municipal de São Paulo e Sindicato dos Locadores Individuais (SINDLIV)

Um comentário:

eremildo disse...

deixa de ser fanfarrão e politiqueiro... o monotrilho JAMAIS, em nenhum lugar do mundo, compete com o metro. Ele complementa e integra...